"Corrigir uma página é fácil. Mas escrevê-la - ah, amigo! - isso é difícil."

domingo, 6 de novembro de 2011

A Oração de Rabia 800 D.C.


Gostaria que todos, sem exceção, deixassem as resistências ou parcialidades de lado, para refletir de forma acurada sobre o alto valor metafórico implícito na oração que se segue: 


“Se eu te adorar por medo do inferno, queima-me no inferno. Se eu te adorar pelo paraíso, exclua-me do paraíso. Mas se eu te adorar pelo que Tu és, não escondas de mim a Tua face”. (Rabia 800 D.C.) 


A bela e significativa oração de Rabia (mulher Iraquiana - 800 DC), resumiu para mim tudo que eu sempre queria dizer, que há tantos anos estava latente em meu ser, e eu não conseguia passar para o meu interlocutor, pois não tinha sabedoria ou palavras para expressar convenientemente essa “Grande Verdade”. Algumas vezes que tentei expressar o meu ponto de vista sobre este tipo de “amor” que para existir não necessita de uma troca, fui muito mal compreendido. 

Imediatamente após ler essa interessante e sábia oração, me veio à lembrança a Parábola do “Bom Samaritano”. A oração de Rabia trouxe para bem perto de mim a figura do Samaritano (excluído da sociedade). Samaritano, como os demais, considerado por muitos como um ser da pior espécie. No entanto, moveu-se de “ÍNTIMA COMPAIXÃO”, porque não dizer “AMOR” prestando imediato socorro a um homem que havia sido assaltado, despojado e espancado, e que jazia quase morto a beira da estrada (Lucas 10: 30 à 37). 

Não me passa, nem nunca passou pela minha cabeça, que aquele ato de AMOR executado pelo Samaritano estivesse vinculado a alguma coisa em troca. O samaritano excluído e marginalizado viu naquela cena a imagem de si próprio refletida no espelho de sua consciência. 

Não! Não! Não tenho nenhuma dúvida, que se houve uma oração por parte do “Bom Samaritano”, foi uma oração idêntica à inspirada por Deus no coração da sua serva “Rabia”. 

Amor ao próximo é a maior prova de adoração a Deus (quem fizer a um desses a Mim o faz). Sim, é possível amá-Lo sem pensar em recompensa ou castigo ─, que me perdoem os pregadores de galardões. 

Prefiro mil vezes acreditar nesse tipo de amor (do Bom Samaritano), do que me render ao “amor” que barganha, que busca os próprios interesses, através de um “pragmatismo gospel” que mais parece um MERCADO de coisas, supostamente apresentadas como sagradas.

Esse espírito de mercado vem de muito longe, pois os filhos de Zebedeu, à época de Cristo, queriam negociar o Reino de Deus, pedindo assentos à direita e à esquerda do Seu Trono. Cuidavam que se devesse servir a Deus por algo que não é Ele mesmo. 

Em resumo, a história do “bom samaritano” se converte hoje naquilo de mais emblemático que Cristo deixou para os que querem entender que no relacionamento humano, o AMOR não pode estar atrelado a CONDICIONAMENTOS ou TROCAS.
ELE É DE “GRAÇA” MESMO. 

A compaixão, de que foi portador aquele samaritano foi espontânea e íntima. Compaixão que não tem esses atributos é pura exibição ou representação. E como qualquer representação, está presa aos falsos valores das estratégias mercadológicas. 

Ame a Deus pelo que Ele é. Que Jesus derrame sua Graça sobre nós e aprendamos a depositar inteiramente nossas vidas Nele!

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo ?


Certa vez disse Gandhi:   "Admiro o vosso Cristo e tudo o que Ele prega, mas não o vosso cristianismo."

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que, no tempo da igreja primitiva se entregou ao Imperador Constantino em troca de cargos e isenção de impostos -, costume esse, que felizmente para uns e infelizmente para outros, ainda hoje reina?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que introduziu as Cruzadas, para em duzentos anos de guerra, praticar roubos e crimes em nome de Deus ─, semelhante a nossa história de D. João VI para cá?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que promovia execuções públicas para concretizar sua intenção de intimidar o povo no tempo das grandes inquisições ─, que de forma escamoteada ainda predomina entre nós?

O que o Cristo tem a ver com esse cristianismo que prendeu e torturou Galileu, só porque ele afirmou, com comprovação científica, que o sol e não a terra, era o centro do nosso sistema planetário ─ fato que ainda hoje faz da ciência a maior inimiga da religião?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo, que no Brasil, a troco de civilização, escravizou os nossos antepassados com um espúrio catecismo imposto a ferro e fogo, e que hoje, com um outro nome (doutrina) ─, faz o mesmo papel?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que restaurou o véu do templo, para ali, tentar falar com Deus sem a intermediação do seu Filho ─, como fazem algumas seitas que não preciso revelar os nomes?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que faz propaganda enganosa de curas, diariamente, com horário pré-estabelecido nas emissoras de televisão?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que estimula e exalta os instintos mais arcaicos dos indivíduos, levando-os, por fim, a uma histeria coletiva grotesca ─, que muitos acreditam ser o mesmo poder que desceu sobre os que estavam reunidos em Jesusalém no dia de Pentecostes ─ acontecimento registrado no livro de Atos dos apóstolos?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que reedita a Sua crucificação ─ ao substituí-Lo por amuletos e réplicas desrespeitosas dos símbolos judaicos, numa heresia nunca vista nos últimos tempos?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que leva multidões de incautos, sem sabedoria, a se reunirem para sessões de quebra de maldições em praça pública ─, invalidando o sacrifício d’Aquele que se fez maldição por nós?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que deturpa o sentido dos versículos bíblicos ─, ao afirmar que, se o crente não possui tudo o que o vil deus Mamon(do dinheiro) oferece, é porque está em pecado?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que faz da Bíblia o livro mais vendido no mundo ─, para simplesmente ser carregada por muitos, em procissões, como imagem de escultura?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que prega e “emprega” ─, mas evita ao máximo, que as almas se disponham a comprovar através do estudo, se o que se alardeia é correto ─ como fizeram os de Beréia?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que divide os crentes em duas classes ─ os de primeira classe são os que têm o dom de glossolalia, e os de segunda classe são aqueles comedidos que só falam o seu idioma pátrio?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo, que de forma engenhosa e sutil, continua nos nossos dias iludindo a muitos ─ com seu discurso hedonista, recheado de atraentes guloseimas que empanturram o corpo e enfraquecem o espírito?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo de pífios espetáculos e práticas escandalosas, cujos líderes promovem em nome de Deus para aumentar seus mini$tério$ com a desculpa de estarem trabalhando em prol do Reino de Deus.

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que possui líderes em disputas engalfinhadas para se apoderar do farto comércio do “butiquim gospel”?



NA REALIDADE, MEU IRMÃO, CRISTO NÃO TEM NADA A VER COM ESSE SIMULACRO DE CRISTIANISMO, QUE VEM SENDO DIFUNDIDO DESDE OS TEMPOS MAIS REMOTOS ─ PELOS QUATRO CANTOS DA TERRA. REALMENTE O QUE JESUS CRISTO NOS ENSINA ATRAVÉS DE SUA PALAVRA, REGISTRADA NA BÍBLIA NÃO PODE SER ASSOCIADO COM O "CRISTIANISMO" FALSIFICADO, HIPÓCRITA, CHEIO DE IDOLATRIA POR DINHEIRO E BENS MATERIAIS, HISTÉRICO EM SUAS EMOÇÕES, AUTENTICADO POR LÍDERES CORRUPTOS E RÉPROBOS QUANTO A SUA FÉ.

DE FATO AS PROFECIAS DO APOCALIPSE SE CUMPREM EM TODOS ESSES FATOS. CABE A NÓS O ESPERARMOS EM DEUS, OBSERVANDO MAIS ATENTAMENTE A SUA PALAVRA, PARA QUE NÃO INCORRAMOS NO IRÔNICO ERRO DE ESTARMOS PERDIDOS COM UMA BÍBLIA NA MÃO, COMO MUITOS TÃO NITIDAMENTE NOS TEM DEMOSTRADO.

É TEMPO DE VIGILÂNCIA, ORAÇÃO E SOBRIEDADE NO ESPÍRITO!

                                                          
               Texto de Levi Bronzeado adaptado por João Henrique, via blog Genizah.
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

494 anos de Reforma Protestante.



Estamos na Semana da Reforma. Em 31 de outubro de 1517, Wittenberg, Alemanha. Um novo tempo começava, das ânsias guardadas no cerne de corações inflamados, surgia uma nova forma, a Reforma. Como um abençoado eco de Wycliffe (1328-1384), cujos ossos foram queimados trinta anos depois de sua morte, e de John Huss (1373-1415), o “ganso” que profetizou sobre o “cisne”, um tempo de redescobertas começava.

Na porta da igreja do castelo de Wittenberg, 95 teses começavam a desmontar uma história de opressão teológica. A vida de Lutero era marcada por um demolidor peso de culpa e senso absurdo do pecado, até o dia em que ele se depara com Rm.1.17, onde sua mente é aberta para a verdade transformadora da justificação por graça e fé. No século XIX, a frase mais conhecida da Reforma seria popularizada: “Ecclesia reformata et semper reformanda est” (“A igreja reformada está sempre se reformando”).

Quais são as principais verdades sobre a Reforma que ainda precisamos resgatar?

I – O resgate da justificação do pecador por graça e fé
Questão central do Evangelho: Como podemos, míseros pecadores, ser alvos da graça de Deus? John Stott dizia que “ninguém entende o cristianismo, se não entende a palavra ‘justificado’". A justificação por graça e fé começa onde há libertação dos esquemas de merecimento: indulgências, peregrinações, penitências, ativismo eclesiástico.
Reafirmar esse princípio nos leva a desmascarar teologias que priorizam o ter em detrimento do ser. É o efeito Lutero destruindo a tirania do merecimento.

II – O resgate da autoridade normativa das Escrituras
A redescoberta do evangelho tem passagem obrigatória pela oração e estudo da Palavra. Na época de Lutero, a hermenêutica estava presa aos esquemas próprios e tendenciosos de interpretação da igreja. A reforma afirma que as Escrituras têm autoridade suprema sobre qualquer ponto de vista humano. Não somos chamados a pregar uma teologia, mas o evangelho!

Lutero dizia que “no momento em que lemos a Bíblia é quando o Diabo mais se apresenta, pois tenta nosso coração a interpretar as verdades lidas segundo nossa própria vontade, e não segundo a vontade soberana de Deus”.

É preciso redescobrir a centralidade da Palavra. Reafirmar esse princípio nos leva hoje a questionar nossa hermenêutica, a assumir uma atitude bereana (At. 17. 10, 11), uma atitude de quem pensa.

III – O resgate da igreja como comunhão dos santos
Lutero amava a igreja, não queria dividi-la, mas oferecer-lhe um caminho de cura. A igreja era governada pelo Papa, e não por Cristo. Somente o clero possuía a Bíblia, isso sem falar no acúmulo de riquezas e poder da igreja enquanto o povo sofria na miséria (isso lembra alguma coisa?). Para Lutero, a igreja é o “autêntico povo de Deus”, os líderes servem à igreja, e não podem se servir dela. Por isso Lutero reafirmou o sacerdócio geral de todos os crentes – todo cristão tem a responsabilidade de anunciar o evangelho.

Reafirmar esse princípio hoje, numa sociedade do egoísmo, do individualismo e da indiferença, é assumir um chamado ao arrependimento. Esse arrependimento abrange todos os “caciques denominacionais” que ainda exploravam o povo, até às mentalidades ingênuas que, por preguiça mental, nunca progridem na fé.

IV – O resgate da liberdade do cristão

Lutero redescobre o prazer de ser livre. Como somente Deus é livre, ele nos concede a liberdade por meio de Jesus Cristo (Jo. 8.31,32 e 36). Lutero perguntava: “para que serve a liberdade do cristão?”, ao que ele mesmo respondia: “o cristão é livre para amar”. Estamos dispostos a amar hoje?

Reafirmar esse princípio significa reavaliar todo e qualquer sistema de submissão opressiva, legalismos asfixiantes, estreitamentos neurotizantes, experiências carismáticas carentes de misericórdia, que destroem a liberdade.

V – O resgate da centralidade da cruz de Cristo

Através da libertação em Cristo, o cristão se torna “um Cristo para os outros”(Lutero), portanto, quem é cristão não pode dominar sobre os seus semelhantes, sob pretexto algum. Antes, solidariza-se com o sofredor, ajudando-o a carregar a cruz. Na cruz, o cristão vê crucificado o mundo. Dela vem a nossa vocação para estabelecer o reino de justiça, igualdade e paz. É o sinal supremo do amor de Deus.

Reafirmar esse princípio significa voltar à verdade de que não somos celebridades, mas servos. Como um cristão do passado dizia, “a vida oferece somente duas alternativas: autocrucificação com Cristo ou autodestruição sem ele”.

Somos chamados a discernir o espírito de cada época. Será que estamos dispostos a assumir o “efeito Lutero” em nossa prática teológica atual? Que a igreja seja sequencialmente uma “igreja reformada, sempre se reformando.

                            Texto de Alan Brizotti, via blog Genizah.
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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Deus... Livra-me de mim mesmo!



Quanto a Deus? Não abrigo nenhuma dúvida sobre sua bondade com os que são honestos em sua alma.
 

Quanto a mim, quase abro mão de seu conselho e Caminho: tive inveja dos que agem como idiotas, dos que são deliberadamente maus e mesmo assim prosperam?
 

Ao que me parecia, sempre vivem bem, constantes em suas forças e decisões, tem um fim de vida tranquilo como uma praia paradisíaca e particular. Esse ar superior de aristocracia parece os proteger dos duros trabalhos de nosso cotidiano, colocando-os acima de nós, seres humanos comuns.
 

Arrogantes, não tem problemas de consciência quando mandam destruir quem lhes incomoda, sua prosperidade é tanta que seus bens estão acima do que podem calcular. Tem nesse fato, o motivo para pensar que são realmente especiais e que estão acima do Bem e do Mal.

 Não há deus algum, dizem, faremos o que melhor nos aprouve para que nossa prosperidade se mantenha acima de nosso entendimento. Quem nos punirá? Quem nos aplicará juízos se somos os donos da terra? Que deus que nada...

 Essa vitória ímpia é realidade comprovadamente averiguada na vida, e diante disso, pensei: de que vale manter-me numa luta em prol de minha ética e moral pessoal? Como fui tolo em buscar essa pureza e ter me afligido tanto! Tentar meditar nisso é sempre doloroso, e leva-nos a pensar – imbecilmente - em levantar os punhos aos céus em sinal de protesto contra o Altíssimo.

 Em meio às dores de aparente injustiça, a lucidez iluminou algo em minha alma. Nítido e límpido estava agora o entendimento daquilo em minha mente:

 Estes lugares por onde eles trilham, são feitos para escorregar. Para cair mesmo. De tão prósperos, estão inchados, e certamente, a qualquer momento, tropeçarão. Tu, Papai, deixou-os lá, exatamente onde o coração destes homens que o detestam queriam estar. Estão lá segundo a oração que fizeram ao Deus que não acreditam.

 É de repente que chega a notícia: acidente vitimou fulano, overdose ceifou a vida de milionário, tragédia na queda de um avião. Um tombo qualquer em alguém que está muito pesado para se reerguer. Como um sonho que morre pela manhã, a vida deles passa como se nunca tivesse existido.

 Não entendia isso, e dentro de mim, tive como amargo o dia em que escolhi trilhar seus pastos. Meu coração não havia ainda sido lapidado, e por isso pensava com a profundidade de uma anta. Apesar disso..., Pai..., não me rejeitaste como eu bem merecia, continua me guiando até que um dia essa peregrinação me leve a Tua presença definitiva.

 Apesar de meu corpo e alma se desfazerem de forma dolorosa, tenho em Ti minha fortaleza, e a parte mais preciosa que achei nesta vida. Por isso, amo contar seus feitos e ter nisso o verdadeiro prazer que esta existência pode me oferecer.



Saboreando a liberdade que a Tua verdade me concedeu.
 Obrigado Papai!!!
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A verdadeira face dos anônimos!


Sempre que postamos alguma matéria mais contundente, mais confrontadora, surgem diversos comentários. Alguns favoráveis, outros mais ácidos e muitos absurdamente desconectados com o próprio texto. Dentre esses, destaco aqueles que, "protegidos" sob a máscara do anonimato (a coragem dos covardes), destilam todo o ódio teológico típico da mentalidade talibã dos legalistas.

Em sua maioria, esses gladiadores anônimos da verborreia teológica usam sempre a mesma arma: comparação! "Quantas almas vocês já ganharam?" É como se o reino de Deus fosse reduzido às estratégias de marketing das grandes empresas: quem ganha mais é quem produz mais! Esse evangelicalismo da produtividade confunde o reino com uma competição barata, onde os mais aptos (a velha lei do mais forte) sempre vencem.

"Por que, ao invés de criticar, vocês não evangelizam?" Simples, porque não é qualquer tipo de pregação que pode ser, de fato, evangelização. Evangelizar não é pregar uma teologia (seja ela qual for), mas o puro e simples Evangelho da Graça. Nesse Evangelho da Graça, é a essência que conta, não a evidência. É o miolo, não a casca. É a Graça, não a Lei. O que Jesus mais fez em sua estadia por aqui foi CRITICAR pesadamente os fariseus e sua teologia do "eu faço mais do que você".

"Cuidado! Deus vai cobrar de vocês" É a maldade teológica. A teologia da retribuição. É a Guantanamo da teologia. Estranho essa veia bélica dos que se dizem evangélicos mas não amam como Jesus. É uma teologia da ira, da irritabilidade: "quebra, mata, arrasa, pesa tua mão", uma espiritualidade da destruição. E o pior é que nessa destruição tenta-se legitimar uma santidade: "Vocês vão ver o quanto somos santos quando Deus detonar vocês". Ou seja, uma santidade que só se legitima na desgraça alheia. Se esse fosse o Jesus do Novo Testamento, não teria sobrado um único romano pra contar a história.

Louvo a Deus pelo fato magistral de a Bíblia não legitimar uma prática da comparação. Assim como não há como comparar a glória por vir, também não há como comparar níveis de santidade a partir de contabilidades eclesiásticas da culpa. Graças a Deus que, em Cristo, estamos livres da tentativa de agradar, livres para um amor que não é escravo dos números, nem dos bancos de dados das al-qaedas divinas.

Quer comparar? Experimente servir a Deus sem as neuroses legalistas e as invencionices dos falsos mestres... Não há comparação!

Abraço,

                                                              Texto de Alan Brizot, via blog Genizah!
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Quer mesmo saber?



Quem me vê sorrindo, não conhece os meus dramas; quem me vê sonhando, não discerne as minhas limitações; quem me vê chorando, não entende os meus motivos; quem me vê sofrendo, não compreende as minhas razões.

Hoje estou me sentindo como Sansão, vencido pelos dilemas, soterrado por contradições. Estou girando em torno da roda de moinho da existência. Já dei várias voltas ao redor do mundo sem sequer sair do lugar. Sim, eu sei que há dias nublados, cinzentos, há dias de dor e solidão, “tempo de chorar e tempo de sorrir”...

Descobri, já faz algum tempo, que eu sou de osso, não de aço. Não faço parte desta geração que não sente dor, que não sente medo, que não fica doente, que não peca, que não se contradiz. Fui formado em uma “forma” diferente, sou o mais comum dos comuns, ainda permaneço como substância informe, meu interior é coberto de sombras e silêncios, sou ser por fazer-se, incompleto, inconstante, imperfeito.

Estou com fome de vida, preciso de um gole de esperança. Sinto dores por fora, calafrios por dentro. Talvez você não entenda o que é isso, pois provavelmente você foi feito numa outra “linha de produção”. Você é mais maduro, mais moderno. Eu não. Eu sou ser da terra, feito do barro, criado do pó. O Espírito Eterno soprou em minhas narinas e eu ganhei um pequeno fôlego de vida, coisa passageira, tênue. Logo, logo, eu sei, ele se extinguirá.

Já andei pelos lugares altos, e sei também o que é se arrastar com a cara no chão. Aprendi a viver mais com o não do que com o sim. De tanto apanhar da vida, acabei aprendendo a dar significados as minhas derrotas. Eu vivo de restos; aquilo que outros desprezam eu colho como frutos de misericórdia. Tenho semeado com lágrimas, por isso ainda espero um dia colher algo com um pouco de alegria... 

Há momentos em que eu me sinto como alguém que caminha pelo deserto, um beduíno, um andarilho sem destino. Eu não sei qual foi a porta que eu abri mas, quando dei por mim, já estava aqui. Curioso, também, é que eu não sei como sair; as portas daqui só possuem maçanetas pelo lado de fora! Aqui é todo canto e lugar nenhum...

Deus é a minha esperança, e isso é tudo o que a minha alma sabe. Enquanto o pó da existência se acumula nos meus pés cansados de tanto caminho, lembro-me das palavras do “pequeno príncipe” – não o de Exupery – e faço a minha prece: “prepares para mim uma mesa na presença dos meus adversários, uma mesa no deserto, e então derrame óleo sobre a minha cabeça para que o meu cálice transborde”.

Ensina-me, eu te peço, a viver com retidão, a não desprezar a correção, a meditar em tua palavra e a guardar puro o meu coração. Eu sei que se isso eu fizer, certamente “bondade e misericórdia me acompanharão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor para todo o sempre”.  

Quem puder entender, então que entenda... Quem não puder, apenas leia... Quem não ler, talvez melhor fará...
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O Evangelho - Grupo Logos



"Eu sinto verdadeiro espanto no meu coração
Em constatar que o evangelho já mudou.
Quem ontem era servo agora acha-se Senhor
E diz a Deus como Ele tem que ser ...


Mas o verdadeiro evangelho exalta a Deus
Ele é tão claro como a água que eu bebi
E não se negocia sua essência e poder
Se camuflado a excelência perderá!


Refrão
O evangelho é que desvenda os nossos olhos
E desamarra todo nó que já se fez
Porém, ninguém será liberto, sem que clame
Arrependido aos pés de Cristo, o Rei dos reis.


O evangelho mostra o homem morto em seu pecar
Sem condições de levantar-se por si só ...
A menos que, Jesus que é justo, o arranque de onde está
E o justifique, e o apresente ao Pai.


Mostra ainda a justiça de um Deus
Que é bem maior que qualquer força ou ficção
Que não seria injusto se me deixasse perecer
Mas soberano em graça me escolheu


É por isso que não posso me esquecer
Sendo seu servo, não Lhe digo o que fazer
Determinando ou marcando hora para acontecer
O que Sua vontade mostrará" 

(O Evangelho; Grupo Logos)
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Eu lhe garanto...


O ladrão vê paredes sujas e um chão encardido. A luz do sol racionada se comprimindo por rachaduras. A cela na prisão é escura. Os dias dele, mais ainda. Ratos se escondem apressadamente em buracos nos cantos das paredes. Se pudesse, ele faria o mesmo. 

O ladrão ouve pés de soldados se arrastando. A porta da prisão se abrindo com um estrondo. E um guarda com a compaixão de uma viúva negra. 

--- Levante-se! Sua hora chegou! 

O ladrão encontra rostos desafiadores, lado a lado, ao longo de um caminho de pedras. Homens cuspindo, revoltados, mulheres virando a cara. 

Enquanto o ladrão sobe ao cimo da montanha, certo de que não voltará a descer, nunca mais. Um soldado o puxa para baixo, outro pressiona seu antebraço contra uma tora de madeira e o segura com o joelho. Ele percebe o soldado pegar a marreta e um prego grande. Medo. 

O ladrão escuta batidas. Batidas do martelo que ressoam em sua cabeça, confundindo-se com as batidas aceleradas de seu coração. Soldados romanos bufam enquanto levantam a cruz. A base faz um estampido ao ser encaixada no buraco ao solo. 

O ladrão sente dor. Dor de tirar o fôlego, de parar o coração, de enrijecer todos os seus músculos. Suas fibras pegam fogo. 

O ladrão emite grunhidos. Gemidos assustadores que pré anunciam a chegada da morte. Nada mais que a morte dele mesmo. 

O lugar? Gólgota ---- que quer dizer lugar da Caveira. Nome apropriado para sua iminente situação. 

Mas naquele monte, um rei também está sendo crucificado. A morte parece tocar nesse lugar um acorde desesperador. Nada de canções de esperanças. Nada de sonetos de vida. Apenas os acordes dissonantes da morte. 

É aqui que um outro som começar a ser emitido como uma flauta doce soando alegremente no meio de um campo de batalha. Uma nuvem de chuva encobre o sol do deserto. Uma rosa desabrocha no monte da morte. 

Jesus ora em uma cruz romana: 

---- Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo. (Lucas 23:34). 

Eis como o ladrão reage. Zombaria. “Igualmente o insultavam os ladrões que haviam sido crucificados com ele.” (Mateus 27:44). 

Ele se une aos zombadores que dizem: --- Salvou os outros, mas não é capaz de salvar a si mesmo! E é o rei de Israel! Desça agora da cruz, e creremos nele. Ele confiou em Deus. Que Deus o salve agora, se dele tem compaixão, pois disse: “Sou o Filho de Deus.” (Mateus 27:42 e 43). 

Tendo sido ferido o ladrão fere, tendo sido machucado o ladrão machuca. Mas Jesus se recusa a retaliar. O ladrão, pela primeira vez naquele dia, (pela primeira vez em tantos dias), vê bondade. Não olhares arremetedores nem palavras amaldiçoadoras, mas paciência. 

O ladrão se comove. Ele para de zombar do Cristo e tenta fazer os outros pararem também: 

--- Nós estamos sendo punidos com justiça, porque estamos recebendo o que os nossos atos merecem. --- Ele confessa ao criminoso na outra cruz. --- Mas este homem não cometeu nenhum mal. (Lucas 23:41). 

O ladrão sente que está ao lado de Alguém revestido de certa autoridade régia sobre a morte e faz um pedido: 

--- Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu Reino. ( Lucas 23:42). 

E Jesus, cujo o trabalho envolve aceitar imigrantes ilegais, autenticando passaportes, justificando condenados com um visto do Céu, responde: 

--- Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso. (Lucas 23:43). 

E o mal dia do ladrão encontra a dádiva graciosa de um Deus misericordioso. 

O que o ladrão vê agora? 

Ele vê um filho confiar sua mãe aos cuidados de um amigo e honrar seu amigo com os cuidados de sua mãe. (João 19:26 e 27). 

Ele vê o Deus que escreveu um livro sobre Graça. 

Ele vê o outro ladrão não vendo nada. 

O que ele ouve? 

Ele ouve o que Moisés ouviu quando era um fugitivo no deserto do Sinai; 

O que Elias ouviu quando estava deprimido no penhasco; 

O que Davi ouviu depois de seu adultério com Bate-Seba; 

Ele ouve o que um Pedro inconstante ouviu após o galo cantar; 

Os discípulos atirados pela tempestade ouviram após o vento parar; 

A mulher que traía o marido ouviu depois que os homens foram embora; 

A samaritana que se casou várias vezes ouviu antes de os discípulos chegarem; 

O paraplégico ouviu quando seus amigos o passaram pela abertura no telhado; 

O cego ouviu quando Jesus o encontrou na rua. 

Ele ouve a língua oficial de Cristo: GRAÇA IMERECIDA, INESPERADA GRAÇA. 

Jesus lhe respondeu: Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso. (Lucas 23:43). 

Paraíso --- O céu intermediário --- a casa dos justos até o retorno de Cristo. A árvore da vida está lá. Os santos estão lá. Deus está lá. E agora o ladrão que começou o seu dia em uma prisão romana fétida, fria e escura, estará lá. 

Com Jesus não há entrada pelos fundos, não há chegada clandestina. O ladrão passa pelos portões pisando o tapete vermelho de Jesus. Hoje, imediatamente. Sem se purificar no purgatório. Sem reabilitações em clinicas espirituais de outro plano. Nosso Lar ou coisas do tipo. 

A graça vem como a luz do sol e ilumina a alma sombria do ladrão. O monte da execução se transforma no monte da transfiguração para ele e talvez você precise do mesmo. 

Os erros de ontem fazem o papel do esquadrão romano da morte. Eles o acompanham ao calvário da vergonha. Os rostos do passado estão pelo caminho. Vozes berram seus crimes enquanto você passa. Logo você é crucificado na cruz de seus erros. Erros idiotas! 

O que você vê? Morte. 

O que você sente? Vergonha. 

O que você ouve? 

Ah, essa é a pergunta. O que você ouve, amigo? 

Conseguiria ouvir a voz libertadora de Jesus em meio aos seus acusadores? Você seria capaz de escutar a melodia da Graça tocando em nossos des-graçados ouvidos (almas). 

“Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça!” 

Ele garante: Hoje estarás comigo no paraíso. 

Hoje, este é o dia. No meio desse dia angustiante, Jesus realiza um milagre: Enquanto crucificam o seu passado, Ele te liberta para um futuro de vida, cobrindo com misericórdia seus dias de vergonha. Paraíso prometido, hoje, para mim e para você. 

Tudo que Ele espera é que eu e você reconheçamos esse som. O som da Graça. 

As palavras do ladrão bastam para sua oração inicial: Nós estamos sendo punidos com justiça porque estamos recebendo o que os nossos atos merecem. Mas este Homem, não cometeu nenhum mal... 

Nós estamos errados. Ele está certo. 

Nós mentimos. Ele é a verdade. 

Nós pecamos. Ele é o Cordeiro que tira o pecado do mundo. 

Nós precisamos de Graça. Somente Ele pode nos dar. 

Então peça ao Senhor: “Lembra-te de mim quando entrares no teu Reino.” 

Ele não tardará em lhe responder: 

“Hoje você estará comigo no paraíso.” 

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A Morte do Púlpito.

A igreja evangélica brasileira vive uma tragédia: a morte do púlpito. Usando o jargão do nosso ex-presidente: "Nunca na história desse país", ou melhor do protestantismo, houve tanto desprezo pela pregação cristocêntrica, preparada com esmero e preocupada com a correta interpretação das Escrituras. O púlpito tem sido substituído pelo altar dos “levitas” ou para os ”sacrifícios” em dinheiro dos mercenários mercantilistas. A “pregação” da Palavra é, hoje, conceituada como qualquer um que sobe na plataforma e começa a falar ou gritar.

Talvez você, lendo esse texto, pense: - “Na minha igreja a pregação é sempre um espaço grande e recebemos visitas de diversos pregadores”. Esse artigo quer alertar que não basta um tempo grande para a pregação e nem que a plataforma esteja cheia de homens engravatados; antes é necessária a avaliação da qualidade dessa pregação. A pregação precisa ser avaliada, assim como fazia os cristãos bereanos, que por sua nobreza, comparam as homilias de Paulo com as Sagradas Escrituras.

Quais são as causas da “morte do púlpito” no evangelicalismo moderno?

A) Espiritualidade em baixa é igual à pregação sem qualidade.

A pobreza das pregações é evidente nesses últimos dias, pois isso é conseqüência direta da pobreza na vida cristã, pois como dizia Arthur Skevington Wood: “Leva-se uma vida inteira para preparar um sermão, porque é necessária uma vida inteira para preparar um homem de Deus”. Enquanto a espiritualidade da Igreja estiver em baixa, a pregação, por mais espiritual que ela pareça ser, não passará de palavras jogada ao vento. Não basta uma pregação erudita, mas a erudição deve ser acompanhada de contrição, humildade e oração, pois bem escreveu E. M. Bounds: “Dedique-se ao estudo da santidade de vida universal. Sua utilidade depende disso. Seus sermões duram não mais do que uma ou duas horas; sua vida prega a semana inteira.”
Hoje existem muitas igrejas que oram “bastante”, são campanhas atrás de campanhas, mas essas orações não passam de busca “dos próprios deleites” ou de “determinações” de bênçãos. Ora, a oração sem a busca da face de Deus é uma característica do evangelicalismo contemporâneo. Uma igreja que ora errado, logo terá pregadores pobres.

B) A falta de preparo para pregar.

Erudição, esmero e homilética não são inimigos da espiritualidade. Um mito vigente na igreja brasileira é que quem se prepara muito para pregar, terá uma pregação “não ungida”. Isso é mera desculpa de pregador preguiçoso. Você, leitor, já deve ter visto alguém dizer: - “Quando cheguei aqui não sabia o que ia pregar, mas assim que subi nesse altar o Espírito Santo me revelou outra Palavra” ou “Eu não preparo pregação, o Espírito de Deus me revela”... São frases irresponsáveis e brincam com o Espírito Santo, atribuindo a Ele sua preguiça de passar várias horas em estudo e oração para pregar a Palavra.
Hoje, pregar com esboço em papel é quase um pecado em muitas igrejas; alguns olham com “cara feia” para os que levam algo escrito em sua homilia. Será que não sabem que um dos sermões mais impactantes da história, foi literalmente lido pelo pregador. Esse sermão era “Pecadores na mão de um Deus irado”, que Jonathan Edwards pregou em 08 de Julho de 1741 na capela de Enfield. O biógrafo de Edwards, J. Wilbur Chapman , relatou:

Edwards segurava o manuscrito tão perto dos olhos, que os ouvintes não podiam ver-lhe o rosto. Porém, com a continuação da leitura, o grande audi­tório ficou abalado. Um homem correu para a frente, cla­mando: Sr. Edwards, tenha compaixão! Outros se agarra­ram aos bancos, pensando que iam cair no Inferno. Vi as colunas que eles abraçaram para se firmarem, pensando que o Juízo Final havia chegado.[1]

C) Ter uma visão pragmática sobre a pregação.

Para muitos, uma pregação só é válida se houver resultados. As pessoas não querem saber se o conteúdo da pregação é biblico ou herético, mas preferem esperar pelos resultados propagados pelo pregador. A primeira motivação dos pragmáticos é buscar a praticidade, portanto o pragmatismo é casado com o imediatismo, onde tudo tem quer ser aqui e agora.
O conceito de pregação “ungida” é bem pragmática, pois para boa parte da comunidade evangélica, a boa pregação tem que envolver o emocional, nesse contexto nasce frases do tipo “crente que não faz barulho está com defeito de fabricação”. Se não houver choro, gritos, pulos ou outras manifestações “espirituais”, a pregação perde o seu valor para aos cristãos atuais.
Pregadores pragmáticos gostam de ver seus ouvintes interagindo exageradamente no culto. É constante dos pregadores mandarem as pessoas glorificarem e até falar em línguas. Nesses cultos a justificativa para essas ordens é que “quando a glória da Igreja sobe, a glória do céu desce”. Não há respaldo bíblico para esse tipo de pensamento que é passado como algo bíblico. A emoção e as experiências fazem parte da vida cristã, mas não devem normatizar a liturgia ou direcionar os crentes, pois os verdadeiros cristãos tem a Palavra de Deus, e somente Ela, como regra de fé e prática.

D) Pastor-professor X pregador-ator

Eis o dilema existente no evangelicalismo moderno. O pastor-mestre foi substituído pelo pregador-carismático-ator. O mestre que orientava a sua congregação nas Sagradas Letras, sendo um homem de estudos e contemplativo, era característico de piedosos servos de Deus, como Charles Spurgeon, Jonathan Edwards, D. L. Moody etc.
O púlpito tem sido morto pelo estrelismo de pastores-atores, que confundem a plataforma da igreja com um palco para entretenimento, são pessoas que pregam o que a congregação quer ouvir e fazem de seus carismas uma imposição de sua pessoa. Quem estuda a história da igreja, verá que os piedosos servos de Deus, da Reforma ao Grande Despertamento do século 18, eram homens de grande interesse pela pregação expositiva, onde o texto fala por si só. A partir do século 19, os sermões são cada vez mais temáticos e os pregadores mais articulados no estrelismo.
O Movimento Pentecostal peca, e gravemente, em não valorizar os sermões bem preparados e articulados, ungidos pelo Espírito Santo, para edificação da congregação. Em uma piedade aparente, muito exaltam a ignorância como virtude, justificando os sermões artificiais, sem profundidade e recheados de chicles, modismos e até heresias.

Referência Bibliográfica:

1. BOYER, Orlando. Heróis da Fé. 15 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p. 03.

Fonte: Via blog A serviço do Rei.
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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Pregação Completa: (Paul Washer) 58:56´´!


Se você continua insensível sobre a realidade do pecado e conformado com a situação de muitos que dizem representar a igreja de nossos dias, há uma grande probabilidade de você ainda não ter nascido de novo. Nessa mensagem o Pr. Paul Washer faz revelações chocantes sobre o caminhar da igreja, lhe chamando pra uma séria reflexão e tomada de decisão. Seja abençoado e que Deus desperte mais um!

Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.

Efésios 5:14.
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O pra sempre, sempre acaba.


"Ele fez tudo apropriado há seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez”. Ec. 3:11

Depois de certa idade você começa a entender que tudo na vida é passageiro, fugaz, demasiadamente breve. O hoje, existe; o amanhã, quem sabe? Para muitos, talvez essa seja uma das grandes chatices da vida, nada é pra sempre. O pra sempre, como poetizou Renato Russo, sempre acaba...

Eu já vivi a ilusão de que algumas coisas na existência eram pra sempre. Ah, como isso me fazia bem... Mas não era real... Hoje ainda me sinto tentado que, às vezes, é melhor acreditar numa boa ilusão do que ter de encarar uma dura realidade.

Houve um dia em que eu pensei que seria jovem para sempre, mesmo que meu corpo viesse a sofrer os desgastes próprios do tempo. Hoje, na meia idade, percebi que o envelhecimento não tem nada a ver com a degeneração do físico, mas com a perda da inocência, da irreverência, da anarquia, da capacidade de entender e aceitar mudanças imprevistas.

Houve um tempo em que eu pensei que os amigos seriam amigos para sempre. Ao depois, entretanto, percebi que as amizades acabam por tornarem-se circunstanciais, algumas, inclusive, são meramente calcadas em interesses, outras, desfazem-se quando mudamos de endereço, de telefone, de empresa, de igreja...

 Constatei que minhas amizades, quais pedrinhas de barro, foram se esfarelando até tornarem-se apenas poeira que cobre os meus pés exaustos de tanto chão.

Houve um tempo em que eu pensei que a paixão seria para sempre. Mas paixão é “bicho” indolente, foi feita pra voar, não para viver presa, por isso não é possível aprisioná-la na “gaiola” do coração humano. A paixão é como foguete de São João, quando despertada, rasga o céu com exuberância e desenvoltura, depois, todavia, desvanece, silencia, some na escuridão da noite do ser.

Houve um tempo em que eu “vivi a ilusão de que ser homem bastaria”. Mas aí eu cresci, senti a necessidade de ser gente, quis ser reconhecido, singular, irrepetitível. Ser gente é mais do que simplesmente ser homem, pois homens não duram pra sempre. Aos poucos, entretanto, percebi que meus sentimentos se complexificaram, que minha alma tornara-se “sofisticada”, que minha consciência, momentaneamente iludida, imaginara ter evoluído a tal ponto de prescindir do meu coração. Sendo gente, pensei, jamais serei esquecido, mas ignorei o fato de que tudo na existência ruma para o irremediável, sucumbe em silêncio e solidão, quando é feito por mãos humanas.

Houve um tempo em que eu sentia estas coisas... Tudo isto invadia minha alma como raios de sol que rasgam as frestas da velha janela, até que atentei para o fato de que o único absoluto da vida é Deus, tudo o mais, sendo relativo, é passageiro e finito. Deus colocou a eternidade como pulsação interior no coração do homem, mas este, não compreendendo as dimensões e implicações deste estado pós-matéria, tenta tornar eterno aquilo que é apenas temporal.

De fato, o pra sempre, sempre acaba, pois, no final desta estrada na qual todos nós estamos caminhando, existe uma grande placa onde estão presentes os seguintes dizeres: “Fim da Linha! Bem vindo à eternidade!”. Nesta nova dimensão pós-existencial, o pra sempre é pra sempre mesmo, pois Deus assim o diz, e Sua Palavra, para mim, é mais do que suficiente para me fazer crer. E para você?...

Fonte: Nova Cristandade.
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Restitui-me, Senhor!




Ouvi uma música cristã hoje de um CD que comprei.

Fala de restituição. Bonita melodia. Mas fiquei pensando: restituir o quê? O que posso pedir que me é de direito? O que posso ter perdido e que não era para ser?

Pensei bem - eu fui servo de mim mesmo, das minhas paixões, de uma consciência sujeita aos apetites meramente animais... e agora fui feito servo de Cristo.

E, uma vez servo, escravo,... pergunto: um escravo tem direito? Então... restituir o quê?

Mas não parei ai.

Lendo as Escrituras, acabo por descobrir que Deus, por Ele mesmo e Sua graça nos leva sempre, de graça em graça ao crescimento. Com a ajuda de cada membro, de cada junta e ligadura, com o exercício dos dons e das experiências... cresço até que um dia, alcance a estatura do Varão Perfeito.

Ora, nesse processo, perdemos coisas, vemos coisas abaláveis sendo abaladas e caírem ao chão. E a pergunta vem: O que vou pedir pra que Deus me restitua?

Será que o assombrado Jó, pediria em sã consciência, depois de, passar o que passou e, segundo ele próprio ver com os olhos, Aquele de quem só ouvira falar?

Acho que nem os bens e possessões que perdera - com a permissão de Deus e para um propósito que é sempre bom, perfeito e agradável - fariam-no desejar voltar a um patamar abaixo, a uma condição anterior à tal revelação.

Se Deus nos faz andar em novidade de vida, a experimentar o novo - o novo que não vem de fora, mas de dentro, uma nova visão Dele, da Sua graça, da vida, das circunstâncias, do que é eterno, uma nova mente, uma nova consciência formada segundo o Evangelho, pergunto: Restituir-nos o quê?

 Ora, de capa a capa, do Antigo ao Novo Testamento, lemos o apelo "Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas, porque estou fazendo coisa nova", ou coisas do tipo: "Quem lança mão do arado e olha pra trás não é digno de Mim", ou como Paulo afirmava: "Uma coisa faço - esquecendo-me das coisas que para trás ficam prossigo pra frente", o que pode ser esse pedido "Restitui-me"?

Francamente, tudo o que mais tenho pedido é que Deus me faça acontecer o novo e não reviver o que é velho. Custe o que custar, doa o que doer, quero o novo de Deus.


Texto de Rubinho Pirola
Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2011/08/restitui-me-senhor.html#ixzz1VVpi2GHI
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Que evangelho é esse???

Vivemos em uma época onde a "comercialização da fé" se faz presente em milhares de representações cristãs deste país.

Em nome do "gospel", muita gente tem vivido a vida nababescamente, ganhando milhares de reais, ou pelo menos correndo atrás disso, mercadejando a palavra da verdade. Assusta-me o fato de que alguns, em nome de uma espiritualidade cristã tem cobrado verdadeiras fortunas pra "ministrar" nas igrejas aquilo que pensam ser louvor, adoração e ministração do sagrado.

Em nome de Deus e para Deus, tem gente fazendo de tudo, inclusive cobrando 12, 20 e até 30 mil Reais por "ministração"! Ora, isso é uma aberração! Ainda mais em um país de gente miserável e pobre, a igreja em vez de saciar a fome daqueles que anseiam por justiça e comida, comercializa a fé? E para piorar a coisa, já existem pastores  participando de cursos de como extrair dinheiro com o Evangelho da Salvação eterna.

Que cristianismo é esse? Que evangelho é esse? Ora, esse não é o Cristianismo e nem tampouco o Evangelho da Bíblia, e sim o evangelho que alguns dos evangélicos fabricaram! Infelizmente, a Igreja deixou de ser a comunidade da palavra para ser a comunidade da música descompromissada, repetitiva e extravagante! Show puro e rituais bizarros! Triste não?

Ah! que saudade! da boa música, ministrada, cantada, com unção, cujo interesse era simplesmente engrandecer o nome de Deus! E dos pregadores que pregavam a  Bíblia pura e simples, sem rodeios e sem alardes, buscando imitar a Jesus e aos apóstolos na maneira como ensinavam.

Para piorar, os meios de comunicação evangélicos tornaram-se amplamente manipuladores do povo de Deus imprimindo na mente de gente simples, valores $$ que com certeza não são valores do Reino.

Diante disto tudo, sou obrigado a confessar que prefiro não ouvir rádio evangélica e nem assistir a programas  televisivos de gurus evangélicos. Não estou de forma nenhuma desfazendo destes veículos de comunicação, até porque, sei da importância dos meios de comunicação em massa, e louvo a Deus por termos alguns destes em nossas mãos, entretanto, prefiro a pureza das Escrituras e a busca de obras literárias e musicais de gente que com certeza está compromissada com evangelho, do que dedicar o meu precioso tempo a programações que manipulam a fé do povo de Deus.

Meus amados, a situação anda tão deprimente que já existe fã-clube de artista gospel. Sei ainda de algumas histórias de cantores que precisam de segurança pra andar em lugares públicos. Ora irmãos, mais uma vez eu pergunto que evangelho é este?

Ah! que saudade do tempo em que se cantava e entoava cânticos por missão! Reflitamos irmãos com sinceridade, será que a igreja evangélica brasileira está preparada para o Ide de Jesus, sem dinheiro no cinto, sem pão e nem alforjes(Mc.6:8)?

Ah, meu amigo, confesso que não agüento mais a efervescência da cura física em nome de uma graça barata, o mercantilismo gospel, a banalização da fé. Não agüento mais, as loucuras e os atos proféticos feitos em nome de Deus, não suporto mais o aparecimento das mais diversas unções em nossos arraiais; isso sem falar da hieraquirzação do reino, onde apóstolos, paipóstolos, bispos, príncipes e painhos "ungidos", tem oprimido substancialmente o povo do Senhor.

Chega! Basta! Quero viver e pregar o evangelho integral, quero sim, ver uma igreja santa, ética, justa e profética, quero ver uma igreja, que não se corrompe diante de loucuras dessa era, quero ver uma igreja reformada e reformando, quero ver uma igreja verdadeiramente PROTESTANTE! E sinto que Deus manda-nos a começar olhar para dentro de nós mesmos.

Soli Deo Gloria!
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

A GLÓRIA DAS CICATRIZES.


"...pois tu me levantaste e me abateste". Salmos 102:10

Ninguém gosta de portar cicatrizes.
Elas são o atestado das nossas lutas e, inevitavelmente, atribuídas ao fracasso, ao erro, ao infortúnio.

Elas chamam a atenção para o que saiu errado, para os possíveis motivos punitivos de quem gosta de apontar dedos,prato cheio aos escarnecedores, aos religiosos, aos cheios de justiça própria,

Mas já ouvi certa vez, que devia-se desconfiar de todo homem de Deus que não as possui. E simplesmente pelo fato de que elas mostram uma certa experiência, nunca sem dor ou sem desassossego. E com Deus.

Nesse salmo, David não deixa dúvidas - Deus o levantou. E Ele também abateu - não o diabo, não os inimigos, não a criatura, não as circunstâncias. E, como tudo o que Ele faz, com um propósito.

Ninguém gosta de exibir as suas mazelas. Os pés de barro. Alguns, não conseguem escondê-las. Preferem as máscaras e as próteses e essas, quanto mais perfeitas e imperceptíveis, melhores.

Hoje valorizo as minhas cicatrizes que continuam a vir sobre mim. Tenho descoberto que elas não me diminuem, mas, ao contrário, me levam mais perto de Deus e acabam como marcas desses "encontros".

São lembretes. Da nossa condição de fragilidade e pequenez, e no fim, quando fechadas, atestam sempre que passamos por Deus e saímos crescidos e mais conhecedores da Sua graça e bondade. O Caio Fábio disse certa vez: "Não há um homem de Deus, que não tenha sido elevado e depois abatido por Ele". Lembremo-nos de Jacó, de Elias, de David, de Daniel, de Paulo e de tantos outros. Nunca mais foram os mesmos depois disso.

E, como me ensinou Alan Brizotti, um amigo querido: "Elas acabam sendo úteis para curar a outros". Não são os êxitos que curam. Mas o que ficou em nós depois das provações e lutas com Deus.

Como foi com Jesus (Homem de dores e que sabe o que é padecer!) que, mesmo depois de voltar dos mortos e com um corpo bem diferente do que tinha (que até podia ultrapassar portas e paredes), manteve uma coisa especial do corpo anterior - os sinais dos cravos. E com eles, curou o incrédulo Tomé.

A minha oração é que eu valorize cada minuto nesse processo de "marcação". E em silêncio, sem queixume ou apontamento de possíveis promotores desse momento para além de Deus, acertando-me com Ele. E valorize, o que quase ninguém quer. Que talvez até os anjos desejassem se lhes fosse permitido, mas que hoje, aos humanos, não trazem sucesso algum.


Fonte: Rubinho via Blog Genizah.
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Um modelo antigo de ser igreja:

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terça-feira, 26 de julho de 2011

SERÁ QUE ALGUÉM VAI TER CORAGEM DE ME CONVIDAR ?



Respondendo aqui a pergunta que tenho ouvido.

Se ainda prego a Palavra de Deus?
Sim, prego! E até posso aceitar o seu convite para fazê-lo, mas vão abaixo algumas recomendações que precisa saber, antes de me convidar para pregar em sua igreja ou culto domiciliar. Assim podemos evitar alguns constrangimentos desnecessários. Pois nesses pontos, sou bem enfático e não abro mão.


 Não cobro cachê, pois recebi de graça e de graça dou (Mt.10:8).
Não exijo passagem de avião, hotel cinco estrelas, e outras mordomias.
Não gosto de chegar ao templo já quase na hora de pregar para não chamar a atenção para mim.
Não levo Dvds, Cd's e livros para vender no púlpito.
Não minto para o povo dizendo que estou vendo anjos, serafins e bola de fogo no templo.
Não mando o povo levantar a mão e dizer glória ou olhar no olho de seu irmão e dizer que o ama.
Não imito língua estranha de outro pregador.
Não prego sermões repetidos e nem de outros pregadores.
Não faço ameaças no púlpito e não lanço maldição sobre ninguém.
Não faço parte de agência de pregadores.
Não bajulo o pastor que me convidou para ser convidado novamente.
Não dou ordens aos anjos.
Não declaro, não determino.
Não faço atos proféticos
Não xingo meus irmãos tradicionais que não creem na atualidade dos dons espirituais.
Não luto caratê no púlpito, não dou soco no ar, não pulo, não rodopio.
Não fico enchendo lingüiça na hora da mensagem falando em língua sem interpretação.
Não conto piadas no púlpito (aliás nem em outro lugar).

Não tenho como mentores espirituais homens como: Benny Hin, Morris Cerullo, Kenneth Hagin, R.R. Soares, Edir Macedo, Robson Rodovalho, Rene Terra Nova, Estevam e Sonia Hernandes, Valnice Milhomens, Fadi Faradi, Mike Murdock, Silas Malafaia, Marco Feliciano.
Quando me convidam para pregar, oro, leio e estudo a Bíblia, consulto comentários, faço exegese do texto, peço a direção do Espírito Santo, prego com sinceridade e dou toda Glória a Jesus e somente a Ele.

Prego o Evangelho que Jesus e Paulo pregou.

Será que alguém vai ter coragem de me convidar para pregar?

E se ninguém me convidar não tem problema, vou continuar sendo um cristão que ama a Palavra de Deus, cumprindo a mais sublime tarefa, buscando viver aquilo que prego.

Fonte: Blog Professor Apologética. http://professorapologetica.blogspot.com/2011/07/vai-um-pregador-ai.html#comments
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Uma breve explicação:

Estive ausente alguns dias, por motivo de força maior. Hehe! Deus bem sabe. Mas já estou de volta para novas postagens nesse blog que fala de coisas que dizem respeito ao Reino de Deus ou que mostram as coisas que não fazem parte dele, mas que insistem em serem mascaradas como atividades cristãs. Convido você leitor a mergulhar comigo no ato de refletir sobre a vida com Deus e sobre todas as práticas que na terra o homem tem buscado  para falar com Ele, ou para dizer que anda falando. Volto a dizer que aqui a Bíblia é tratada com o respeito que merece. E que homem nenhum tem a primazia diante da Palavra Santa e Genuína de Deus, ensinada por Jesus e escrita por seus primeiros discípulos. Espero que você tenha o bom hábito de ler e estudar sua Bíblia todos os dias. Talvez assim possamos nos entender melhor.

Boa Leitura! E aguardo seus comentários.
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domingo, 22 de maio de 2011

É PROIBIDO PENSAR !!!



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Ouse pensar diferente...daremos um jeito em você!


Você já se sentiu como o personagem desta ilustração?
Nunca havia experimentado tal sensação até começar a pensar, ponderar e manifestar discordâncias com relação ao sistema religioso vigente nas igrejas evangélicas atuais.

Parece que não há espaço para opiniões e pensamentos divergentes daqueles preconizados e ensinados pelo sistema religioso local.

É necessário que todos pensem igual, ajam do mesmo modo e concordem com tudo o que o líder religioso ensina utilizando-se da bíblia para tal, caso contrário, esta pessoa começa a ser vista como "alguém do mal".

A qualquer possibilidade de ameaça que você gere contra o sistema vem logo uma intimidação: "olha, cuidado com a rebeldia", "não toques no ungido do Senhor, lembre de Davi...", "não ouse se levantar contra o escolhido de Deus" e demais frases intimidatórias utilizadas para amedrontar.

Frequentemente ouvimos maldições proferidas de cima de púlpitos por ditos "servos do Altíssimo" acusando pessoas que pensam diferente do que o ensinado pelo sistema. E o pior é que usam a bíblia para embasar suas maldições. Isso mesmo. Isto é repugnante e totalmente contra o mandamento no qual Jesus resumiu todos os demais: Amai a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a você mesmo.

Infelizmente o que temos visto dentro das igrejas é isso: "ou você pensa igual e defende nosso código de conduta ou damos um jeito de jogá-lo na fogueira e qualificá-lo como rebelde". Para o líder é fácil fazer isso, pois ele tem o microfone e o respeito da maioria.

Pergunto:

- Isso é amor ao próximo? Jesus agiria assim?

- Será que Jesus atacaria ou amaldiçoaria alguém que ousasse discordar de seus pensamentos?

- Será que Jesus gostaria de nos ver amaldiçoando aqueles que não aceitam doutrinas e pensamentos que defendemos como bíblicas e corretas? Ou será que Ele gostaria que apenas amássemos essas pessoas?

- Até quando vamos matar pessoas que não aceitam nossas "verdades absolutas e imutáveis"?

Pense na sua resposta.

-Temo que a igreja está caminhando para o contrário do que Jesus ensinou no evangelho.

-Temo que líderes eclesiásticos estejam mais preocupados com códigos de conduta de suas igrejas do que com o amor às vidas.

-Temo que alguns líderes estejam mais preocupados em alcançar a tão pregada prosperidade do que em cuidar de órfãos e viúvas.

-Temo que os interesses pessoais de líderes atuais estejam acima dos interesses do Reino.

-Temo que a igreja esteja fazendo, muitas vezes, um desserviço ao Reino.

-Temo que a motivação de muitos líderes seja a errada.

-Temo que líderes tem ensinado aquilo que é conveniente para encher suas igrejas.

Lamentavelmente este é o panorama da igreja evangélica atual.

A religião tem sido mais adorada e honrada do que o próprio Deus.

Enquanto agirmos dessa forma estaremos enganando a nós mesmos. Estaremos alimentando nosso próprio ventre e deixando de lado as prioridades do evangelho.

Diante disso tudo concluo:

FUJA DA RELIGIÃO, AFASTE-SE DOS MAUS LÍDERES, SAIA DE SEUS ENSINOS ENQUANTO HÁ TEMPO...

VIVA O EVANGELHO E A LIBERDADE PARA QUAL O SENHOR JESUS NOS CHAMOU...

NÃO APEGUE-SE A PLACAS DENOMINACIONAIS, APEGUE-SE AO FILHO DO DEUS VIVO QUE MORREU EM UMA CRUZ POR VOCÊ.

OBEDEÇA E RESPEITE SEUS LÍDERES, MAS LEMBRE-SE: RESPEITAR NÃO É CONCORDAR COM PRÁTICAS ERRADAS E ANTIBÍBLICAS.

ESTÁ COM MEDO DA OPINIÃO DOS OUTROS, TEMA A OPINIÃO DE DEUS SOBRE SUA RELIGIOSIDADE...

Finalizo com as palavras de Jesus no evangelho de Mateus, cap.23, verso 13:
"Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando."

Vale a pena não compactuar com as mentiras da religião e defender as verdades do evangelho, mesmo que para isso você seja empurrado para a fogueira...
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terça-feira, 10 de maio de 2011

Desabafo: "Penso, logo existo!"

As músicas evangélicas, em geral, não me agradam. Creio que a pobreza dos nossos cânticos seja reflexo da qualidade da nossa pregação.  "Púlpito fraco, música fraca."

Não gosto de mulher cantando como homem, homem cantando como mulher, mantras no lugar de canções capazes de coordenar ideias, som estridente, rima óbvia, louvor antropocêntrico(voltado para as “necessidades” humanas), heresia em forma de canção. –Tenho asco dessas coisas! Arrrg...

As músicas que até hoje canto nos meus momentos devocionais, são praticamente as mesmas que fizeram parte da minha conversão, há 14 anos. Canções que exaltam a Deus na beleza da sua santidade, canções que falam Dele e não das necessidades do homem. Quando preciso ouvir sobre mim, prefiro ler a bíblia, ela já me diz tudo.

Aliás, o verdadeiro louvor só deve ter uma única direção: Vai do coração do homem pra alcançar a Majestade de Deus. Nunca o sentido contrário. Pois Deus não louva o homem.

Não preciso ouvir em uma música que Jesus me ama, que ele quer me dá vitória e que ela ainda tem sabor... (de mel). Arrrg... que nojo!

Isso não é louvor, nunca foi e nunca há de ser! Louvor fala das grandezas, da majestade, da beleza da Pessoa de Deus, e não das misérias de nossos anseios mesquinhos e frustrações finaceiras.

Parece que há músicos cobrando cachê para cantar em igreja ??? E igreja que paga para esses cantores ??? Cachês que representam salário de meses de trabalho de muitos pastores fiéis. Isto porque, alguns líderes evangélicos, não acreditam que o Espírito Santo e a verdade a ser proclamada, sejam suficientes para atrair pessoas para uma conferência.

O que ocorre? Pastores que deixam a liturgia ser determinada por crentes que permanecem na infância espiritual, e que por isso, exigem daqueles muito movimento, barulho e gente famosa cantando.

O tempo para a pregação acaba tornando-se mínimo. O momento da entrega da mensagem é passado para um pregador que tem que anunciar o evangelho para uma igreja suada e cansada de tanto pular e cantar. Isso é sintomático de uma igreja que precisa urgentemente rever os seus conceitos de representante do Evangelho de Cristo.

Algumas das maiores e mais influentes igrejas evangélicas agora ostentam cultos dominicais que são planejados com o propósito de serem mais divertidos do que reverentes. Eles estão consentindo que a dramatização, a música, a recreação, o entretenimento, os programas de auto-ajuda e iniciativas semelhantes encubram o culto e a comunhão dominical tradicional.

Não estou preso a este ou àquele estilo de música ou liturgia. Essas coisas, em si mesmas, não são questões abordadas nas Escrituras. Nem ouso pensar que minhas preferências em tais assuntos superam o gosto dos outros. Não alimento qualquer desejo de fabricar regras arbitrárias a fim de definir o que seja aceitável ou não nos cultos da igreja. Fazer isso seria a própria essência do legalismo, o que combato tanto.

Minha contenda é contra uma filosofia que relega a Deus e à sua Palavra um papel secundário na igreja. Creio que substituir a pregação bíblica e a verdadeira adoração no culto da igreja seja contrário às Escrituras. Oponho-me àqueles que acreditam que as habilidades humanas podem conquistar pessoas para o reino de Deus com maior eficácia do que o Deus soberano o faz através de Sua Palavra e de Seu Espírito.

O conceito de que a igreja precisa se tornar como o mundo a fim de ganhar o mundo para Cristo alcançou o evangelicalismo moderno como uma tempestade súbita. Hoje cada atração mundana contemporânea tem sua imitação cristã.

As igrejas estão sendo atraídas para longe da verdadeira essência de ser a noiva de Cristo. Seduzida por àqueles que advogam a popularização do cristianismo. E infelizmente, a maioria dos cristãos parece desatento ao problema, satisfeitos com um cristianismo que está na moda, que é altamente vistoso, mas extremamente vazio e prejudicial.

O que fazer?

Voltemos ao Evangelho de Jesus, puro e simples. Mas lembre-se que quando fizer isso estará afrontando o sistema e poderá sofrer sérias retaliações. Está preparado? Então vamos juntos!
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domingo, 24 de abril de 2011

"Não ficará pedra sobre pedra!"



“Alguns dos seus discípulos estavam comentando como o templo era adornado com lindas pedras e dádivas dedicadas a Deus. Mas Jesus disse: Disso que vocês estão vendo, dias virão em que não ficará pedra sobre pedra; serão todas derrubadas". Lc. 21:5-6.

É comum os homens se impressionarem com a “opulência” da religião. Não foi diferente com os discípulos de Jesus. Eles conviviam todos os dias com o “Templo” que se movia, pois o sagrado havia tomado forma humana e se revestido de sangue e suor, o verbo havia encarnado, deixado de ser palavra para constituir-se ação, transmutara-se do metafísico ao físico, do imaterial à matéria, do transcendente para o imanente. Não obstante tudo isso, eles ainda se extasiavam com o humano, o aparente, o transitório.

Também pudera! Ali estava o Templo! Suas pedras chamavam a atenção pela grandiosidade! Contudo e, intrigantemente, mesmo possuindo milhares delas engenhosamente arrumadas, faltava uma única para poder dar-lhe significado e propósito: a Pedra Angular. Na verdade, ali não estava apenas uma imponente construção, mas o símbolo máximo de um sistema religioso cuidadosamente construído e que levara gerações para calcificar ritos e mitos do sagrado de Israel. Um coração quebrantado, todavia, era capaz de discernir que aquele lugar estava vazio, pois revestia-se de liturgias ocas, dessignificadas, constituía-se apenas obra de engenharia, mas não possuía qualquer possibilidade de produzir vida.

Diferentemente de seus discípulos, Jesus não se impressionou com o Templo. Ele sabia que tudo o que ali era feito não passava de “sombras”, projeções vagas do que, de fato, possuía valor para Deus. Se usássemos Platão, poderíamos dizer que o que ali se fazia era apena a “reprodução de imagens”, hologramas do “mundo das idéias”, imitações do verdadeiro sagrado, o qual estava “no alto” e, por sua vez, era constituído de outra matriz cognitiva, com valores e princípios diferentes.

Nós, não raramente, achamos que as formas podem nos levar a experimentar os conteúdos. Equívoco! Eis o Templo, com seus artefatos de prata, de bronze, altar de incenso, local para sacrifícios, propiciações, turnos de oração, levitas entoando canções, gazofilácio para os dízimos, cultos diários, mas tudo não passava de moldura, era arquétipo de uma espiritualidade almejada, mas jamais experienciada. Aquelas práticas estavam enraizadas na tradição, mas suas raízes eram incapazes de chegar ao coração, pois a mente estava cauterizada, os sentido embotados, as ações mecanizadas, tudo havia se tornado vã repetição, sacrifício de tolos, devoção empírica, religião de ocasião.

Naquela manhã, Jesus anteviu a destruição do Templo e a profetizou. Anos mais tarde, em 70 d.C, o general Tito entrou em Jerusalém e dele não restou pedra sobre pedra. Mas a verdadeira destruição já havia se processado bem antes, pois apesar das pedras manterem a “casa” de pé, por dentro dela não se podia encontrar o Espírito o qual, por meio da fé, mediante a graça, é o único capaz de produzir arrependimento e nos levar a salvação.

“Destruir para construir-se”. A frase não é minha, mas de Nietzsche. Está em “Crepúsculo dos Ídolos”, um de seus últimos escritos. Com uma “fúria” insuperável, ele ensina como se “filosofar com o martelo” e parte para a destruição de tudo o que tenha se constituído, de alguma forma, iconoclasta. Eis aí o grande problema da religião: a construção em série de ídololos!

“Quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á”. Sem morte não pode haver vida! Sem desconstrução na existe ressignificação! Jesus morreu por volta do ano 30 e o Templo de Jerusalém foi arrasado 40 anos mais tarde. Enquanto um santuário, pela destruição, fechou as suas portas, o outro, pela mesma via, abriu-as por toda a eternidade. A mensagem do Nazareno não pôde ser destruída, nem mesmo contida, espalhou-se por todo o mundo, de casa em casa, nas esquinas das ruas, nos becos, nas estradas da Palestina, em cada cidade ou vilarejo. As portas do Reino dos céus foram escancaradas, pois Deus não estava confinado ao Templo, muito pelo contrário, havia resolvido andar com os homens, com aqueles que desejassem adorá-lo em Espírito e em Verdade, e Seu convite era irrecusável: "vinde a Mim...".

Creio firmemente que o cristianismo, na sua concepção atual, tornou-se um ídolo, precisa morrer, destruir-se para construir-se. Sim, precisa deixar as formas caducas e dogmáticas para que possa se encontrar novamente com os conteúdos da mensagem de Jesus de Nazaré. Precisa diluir-se para que a verdadeira religião possa, mais uma vez, surgir, aquela da qual fala Isaías, que solta às ligaduras da impiedade, desfaz as ataduras do jugo e deixa livre os oprimidos. E quanto a ti, eu te digo, o que tens de fazer, faze-o depressa...
                                    
 Texto de Carlos Moreira
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quarta-feira, 6 de abril de 2011

A fila anda !


Essa semana, hora do rango na empresa em que trabalho, me dirigi pra fila do refeitório percebendo algo diferente dos outros dias de costume: A fila estava enorme e parecia não andar. É que o cozinheiro chefe havia calculado mal as porções para esse dia e justo quando cheguei na fila, providenciava-se uma nova quantidade de porções para as pessoas que ainda não haviam almoçado, nas quais eu me incluía, faminto.

Depois de meia hora sem sair do canto, eu já estava “viajando”, não sei se de fome ou era meus freqüentes devaneios, rsrs... Minha cabeça, definitivamente, não se encontrava mais naquele lugar. Ouvia ao fundo um “zumbido” de gente que conversava, mas eles não podiam me tirar do meu “transe”. Foi aí que senti uma “cutucadela” nas costas. Virei-me e vi um colega dizendo: “vamos João, preste atenção! A fila anda”. De fato, a fila andara e eu não havia me apercebido.

Mas não foi só a fila do almoço que andou... Em quase 14 anos de caminhada, percebo claramente que uma outra “fila" também andou, aquela que me conduz para dentro de mim mesmo. Hoje, constato com alegria que, enquanto caminhava, desconstruí muita coisa que foi “erguida” erroneamente. A verdade é que pouco sobrou... Às vezes releio textos ou mensagens de alguns anos e não os reconheço. “Minha teologia” mudou significativamente nos últimos anos. Dores, perdas, verdades e alguns fracassos me tornaram mais humilde, mais quebrantando, talvez, mais simples.

Lembrei de uma frase que diz: “o simples é o contrário do fácil”. É muito comum confundirmos simplicidade com simplismo. Ser simples é ser singular; ser simplório é ser medíocre. Tenho pavor da banalidade, da unanimidade. Meu grande medo na vida sempre foi me tornar alguém que não fosse eu mesmo, não chegar nunca a ser eu mesmo, não me encontrar comigo.

É por isso que Jesus me fascina! Ele sabia quem era, conhecia o significado de sua existência, compreendia as implicações de sua vocação, seu propósito, discernia o que tinha de fazer, por onde devia andar, com quem precisava se ajuntar. O estilo de Jesus era singular, inconfundível.

Diferentemente de outros mestres, como Platão, que fundou uma academia, ou Aristóteles, que fundou um liceu, Jesus não fundou coisa alguma. Aliás, foi peça fundamental para afundar tradições, dogmas, ritos e mitos do “sagrado” de Israel.

Jesus era desalojado, era como o Pai, “claustrofóbico”, não podia ser “contido”, “aprisionado”. Ia às sinagogas, mas nunca quis ser membro delas, rejeitou a tentação de ser sacerdote, passou ao largo da possibilidade de tornar-se “refém” do Templo, deixou de lado a politicagem do Sinédrio e fez caso das seitas judaicas. Para Jesus, aquilo tudo tinha cheiro de morte, era a religião das aparências, da performance, do embuste, o estelionato do ser.

Por isso a escola de Jesus era na rua, nas esquinas, nos becos das cidades, nas casas, nos ajuntamentos a beira mar, ao pé das montanha ou nas colinas. Seus alunos não eram filósofos letrados, nem rabinos eruditos, muito pelo contrário, entre seus discípulos não havia pessoas com “pedigree”, apenas gente que queria aprender a ser gente.

Se não, observe! Veja se os encontros mais significativos de Jesus não foram com a ralé da sociedade: a prostituta que ia ser apedrejada, os 10 leprosos, Zaqueu o publicano, a mulher do fluxo de sangue, o cego de Jericó, o aleijado do tanque de Betesda, a mulher Cananéia, a viúva de Naim, o endemoninhado gadareno, e outros tantos anônimos, excluídos, oprimidos, perseguidos.

Lembro-me da parábola das bodas... Os convidados eram pessoas “distintas”, “nobres”, gente de “importância”, de “destaque”. Mas todos tinham seus afazeres e fizeram pouco caso do convite. Aí o Rei mandou chamar a gentalha, os estorvos, os miseráveis e os bêbados. Se fosse hoje estariam na festa viciados em crak, transexuais, lésbicas, gays, agiotas, traficantes, aidéticos, deprimidos, flanelinhas, e outros “diferentes tipos”. Fico pensando se eu teria a dignidade necessária para me sentar à mesa com essa gente. Talvez não...

Fato mesmo é que Jesus ora estava aqui, ora ali, outra ora sabe-se lá onde. Até seus discípulos, por vezes, o perdiam de vista. Ele era ser errante, não tinha onde reclinar a cabeça, não criava “raiz”, nem amarras, sua casa era o mundo! Quando você pensava que Ele estava vindo, já tinha ido. Para Jesus a fila sempre estava andando, a vida sempre estava fluindo. Mas, desgraçadamente, aquela geração não soube reconhecer aquela “visitação”.

Olho as pessoas nos nossos dias... Elas estão sempre insatisfeitas, reclamando, querem mais e depois mais, buscam a conquista, o concreto, a segurança, a estabilidade. Enquanto perdem tempo com suas questõesinhas, “a fila anda”, o sonho passa, a vida segue, o tempo voa. É gente insegura, gente ansiosa, gente ingrata, gente irresolvida, gente intemperante, gente que deixou de ser gente, gente que se dessignificou como gente, gente que desaprendeu a ser gente, tornou-se substrato de gente, gente partida, dividida, gente que já não é mais gente.

Para quem chegou neste estágio, só tenho uma coisa a dizer: “a fila já andou”. Enquanto você se emaranhava com tantas questões fúteis, com tantos projetos inúteis, com tanta megalomania, “a fila estava andando...”. Havia nas esquinas da vida gente precisando de carinho, de afago, de uma mão estendida, de uma palavra de conforto, de uma ação de misericórdia, de uma atitude de solidariedade, de uma decisão corajosa, de uma posição assumida, de uma consciência renovada, de uma alma quebrantada, de um coração expandido. E você, onde estava? Onde eu estava?! Ah, nós estávamos nos templos, nas reuniões, nos encontros religiosos, nas vigílias, nos seminários, estávamos “fazendo a obra”! Mas que obra?! A obra de quem?!

Hoje, após aquele almoço, eu quase adormeci no meu intervalo ... Agora estou com medo de estar adormecido quanto à existência que me cerca, aos dramas que me rodeiam, as calamidades que acontecem a minha porta, na minha cara, na esquina da minha rua, na frente do meu trabalho, na ponte, na praça, pois nestes lugares é onde estão os bêbados, os mendigos, os gays, os travestis, os maconheiros, essa gente que eu tenho desprezo de olhar, aversão de ouvir, nojo de tocar, medo de sentir.

Entretanto, o grande paradigma em tudo isto é que são justamente estes que Jesus quer que eu convide para a “festa”, pois são eles os mais receptivos a Graça e ao Reino. Agora, se eu não me “tocar” quanto a isto, corro o sério risco de, em algum momento, ouvir dEle: “desculpe filho; "a fila já andou"; tive de usar outro em seu lugar, pois você estava muito ocupado com a sua obra”. Pense nisso...
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